Viagens planeadas ou talvez não…
Deslocações concretizadas
Crianças deslocadas do seu habitat
Adaptações que se impõem
Decisões tomadas
É necessário reinventar o tempo
Aproveitar os momentos
Sentir o presente agora
Sem pressa do futuro incerto
E não criar desalento
Fugir das rotinas
Iniciar um novo ciclo
Tragar o ar da montanha
Olhar o horizonte sem medo
Libertar tensões acumuladas
Reinventar brincadeiras
Sem receio do ridículo
Sentir toda a energia em redor
Carregar baterias para regressar
Aos ciclos com pouco brilho
Cada vez mais sem rumo
Horizontes enredados
Expectativas goradas
Desafios se impõem
E tanto desalento em redor…
Sentidos alerta
Objectivos delineados?
Que se vai seguir?
Quero ensinar a sentir
Provocar o espanto
Gerar espíritos críticos
Tentar esquecer as divisões
Ignorar os atropelos
Sossegar o espírito
Rumar com sentido
Neste mar revolto
Sobreviver às tempestades desenhadas
Lançar sementes à terra
Regar espíritos famintos
Colher as flores desejadas
Volver e mergulhar no mar…
Mar de sons e palavras
Deixar tecer fios invisíveis
Construir as cadeias possíveis
Adubar as mentes
Como um jardineiro dedicado
Libertar os sentidos
Ignorar os “trepadores”
Pois se alto querem chegar
Podem sucumbir na tarefa
E deixar-se afogar
Gerar, Criar, Inovar
Provocar emoções
Despertar razões
Inquietar corações
Sentir os aromas no ar
Despertar a Primavera em nós
Socorrer as almas perdidas
Colocar guias no caminho
P‘ra novos rumos achar.