
Parece mentira mas é a segunda vez que tenho de escrever sobre isto no mesmo dia…
Na primeira perdeu-se tudo, mas vou tentar reconstituir o que ia na minha mente há umas horas e provavelmente ainda por aqui deambula.
Tudo é uma palavra forte que não gosto de usar, especialmente depois de constatar que, por vezes, basta uma fracção de segundo para que o “Tudo” se transforme em “Nada”.
De repente sente-se a vida passar diante dos nossos olhos, como se de um filme se tratasse, e vem de novo aquela sensação de que nada é permanente e tudo é efémero.
Por isso junto-lhe mais duas outras palavrinhas malandras: Nunca e Sempre… e a lista das palavras proibidas fica completa. Proibidas…é uma forma de expressão, pois para mim nada é proibido, pelo menos em pensamento.
Sempre…é daquelas coisas que não parecem ser verdade, especialmente quando pretendem referir-se a sentimentos ou estados de alma…Nunca…”nunca digas nunca”…diz o velho ditado…e parece que nunca é algo que não podemos mesmo dizer com convicção.
Não quero…nem gosto é daquelas pseudo certezas, como as afirmações daquelas pessoas, que dizem à boca cheia …”quero-te para sempre” ou… “ele nunca me deixa” e de repente, aquilo que parecia ser tudo transforma-se em nada.
Isto, porque as pessoas não querem viver na verdade e arranjam todos os subterfúgios para permanecer numa vidinha de mentira muito conveniente, para o social, mas oca por dentro e desprovida do realismo que quero para mim e para os meus. As verdades podem doer, mas é preferível viver com alguma dor, do que permanecer numa mentira que anestesia as mentes e as impede de ver o brilho do sol reflectido nalguns olhares e sentir o calor e o frio, tanto o do tempo, como o dos nossos corações. O meu, garanto, felizmente está bem recheado e calor é coisa que não falta por aqui...
Publicado hoje 8 Janeiro 07, depois de se perder a versão anterior...ontem)