Hoje, como ontem, não gosto de máscaras!
Máscaras podem até ser convenientes…
Ajudar a passar incógnito, mas…
Como viver com máscaras?
Atraiçoam-me aqueles que as usam
Culpa da minha ingenuidade
Quem me manda acreditar…e apesar dos alertas,
Dar o benefício da dúvida?
Há cada vez mais máscaras por aí
Tão coladas que…ou são reais…
Ou permanecem como uma lapa
Teimosa em se agarrar às rochas
Como defesa para resistir às marés.
Se forem para proteger o seu dono…
Ainda as tolero.
Se forem para disfarçar manobras,
Atitudes de malvadeza…
Essas…não as posso suportar.
Que fazer então?
Rejeitá-las simplesmente…
Ou aceitar entrar na dança,
Como se de um tango se tratasse?
Temo deambular por aí disfarçada
Mas, pode ser necessário e quem sabe…
Ajudar a alcançar a serenidade.
Pode ser útil, alguns pensarem que não percebemos
Fingir que toleramos ou acreditamos
Fazer jorrar cá para fora todo o veneno contido
Disfarçado de doçura ou amizade
Assim, quem sabe, as revelações acontecem…
Será melhor aceitar a verdade depois de revelada
E assim saber com quem se pode contar realmente.
Poucos, mas bons…os amigos que estimo.
Esses eu sei que não me traem…
Mesmo que tenham, de disfarçar…
Para outros não incomodar.
E assim vai o mundo…
Confiança cada vez menor,
E com poucas certezas vamos deslizando…
Como se o amanhã fosse tarde
Vivendo cada dia com apenas algumas…
Poucas verdades nos acompanham
Apenas as necessárias para prosseguir
Nesta busca incessante
De momentos significativos,
De preferência sem máscaras.