Nem sei se devo reflectir…
Há palavras que se impõem
Querem ser ditas e ficam travadas
Empecilhos que se levantam
Momentos que se adiam
A sensação permanece…
É necessário falar
Libertar as ideias
Obrigar à reflexão
Mas o tempo vai galopando
Como um cavalo selvagem
Teias que se tecem
Enredos que se criam
E qual insecto indefeso
A malha aperta, instala-se
E és sugado
Rumos definidos
Conscientes ou não…
Liberdade para ouvir e partilhar…
Onde está ela?
Oh Primavera…
Vem conspirar de novo
Iluminar caminhos
Definir etapas desejadas
Para que o Verão não surja do nada
E o Outono te consuma
Antes do Inverno te levar de nós
Teus amigos